As minhas razões parecerão sempre mais frias, mas se isto fosse um filme e apresentassem as duas versões da história, talvez a tua fosse muito mais cruél que a minha. É tudo uma questão de perspectiva e das razões visiveis e ocultas que nos levam a agir como agimos. Entregaste tudo aparentemente sem reservas, desejando que fizesse o mesmo. Mas precisava de tempo para sentir o que sentia e não mo deste. No entanto, dei-te tudo o que tinha como reconhecimento da tua entrega generosa e aparentemente total e imediata. Contei-te tudo. O que devia e o que nem devia. Do passado, do presente, do meu estado de stand by, do futuro que não saberia se existia, mas contei-te tudo. Disseste admirar a minha sinceridade e frontalidade, mas faltava sempre mais. Pensei que ao menos merecia o mesmo de ti. Até que um dia chegaste meio triste, preocupado, chateado? com o olhar de quem tem um segredo. Queres falar, se te fizer sentir melhor? Silêncio. Resposta: Eu também tenho os meus segredos...Resposta errada. “Eu também” implicava mais alguém. E esse alguém não era eu. Eu nunca disse o que esperavas ouvir até ter a certeza que o merecias ouvir. Mas nunca te disse: Isso é segredo. Exigiste e prometeste a partilha, a multiplicação do mais e do melhor e a divisão do menos e do pior. E num simples dia, numa simples frase, revelaste que não irias cumprir o prometido. Aposto que já te esqueceste. É normal. Talvez estivesses habituado a só ouvir o que querias e a ignorar o resto. É normal, e de acordo com a forma como lidaste com a perda do teu coração, é normal...Do tempo que levaste a recompor-te, é normal...E existindo provas que comprovam o teu extremo grau de sofrimento, é realmente normal...Quem me dera ser como tu...Mas, eu fingi ignorar, porque achei que devia respeitar o teu espaço. Mas a omissão revelou a tua falta de confiança na minha reacção. E a tua falta de confiança na minha reacção revelou a tua certeza da minha não compreensão. E para uma pessoa calma e sensata como eu, a minha não compreensão só poderia revelar que seria algo mesmo incompreensível e condenável até mesmo para a tua parca consciência.
Segunda-feira, 11 de Outubro de 2010
As minhas razões parecerão sempre mais frias, mas se isto fosse um filme e apresentassem as duas versões da história, talvez a tua fosse muito mais cruél que a minha. É tudo uma questão de perspectiva e das razões visiveis e ocultas que nos levam a agir como agimos. Entregaste tudo aparentemente sem reservas, desejando que fizesse o mesmo. Mas precisava de tempo para sentir o que sentia e não mo deste. No entanto, dei-te tudo o que tinha como reconhecimento da tua entrega generosa e aparentemente total e imediata. Contei-te tudo. O que devia e o que nem devia. Do passado, do presente, do meu estado de stand by, do futuro que não saberia se existia, mas contei-te tudo. Disseste admirar a minha sinceridade e frontalidade, mas faltava sempre mais. Pensei que ao menos merecia o mesmo de ti. Até que um dia chegaste meio triste, preocupado, chateado? com o olhar de quem tem um segredo. Queres falar, se te fizer sentir melhor? Silêncio. Resposta: Eu também tenho os meus segredos...Resposta errada. “Eu também” implicava mais alguém. E esse alguém não era eu. Eu nunca disse o que esperavas ouvir até ter a certeza que o merecias ouvir. Mas nunca te disse: Isso é segredo. Exigiste e prometeste a partilha, a multiplicação do mais e do melhor e a divisão do menos e do pior. E num simples dia, numa simples frase, revelaste que não irias cumprir o prometido. Aposto que já te esqueceste. É normal. Talvez estivesses habituado a só ouvir o que querias e a ignorar o resto. É normal, e de acordo com a forma como lidaste com a perda do teu coração, é normal...Do tempo que levaste a recompor-te, é normal...E existindo provas que comprovam o teu extremo grau de sofrimento, é realmente normal...Quem me dera ser como tu...Mas, eu fingi ignorar, porque achei que devia respeitar o teu espaço. Mas a omissão revelou a tua falta de confiança na minha reacção. E a tua falta de confiança na minha reacção revelou a tua certeza da minha não compreensão. E para uma pessoa calma e sensata como eu, a minha não compreensão só poderia revelar que seria algo mesmo incompreensível e condenável até mesmo para a tua parca consciência.
Publicada por Psiquê em 20:55
Subscrever:
Enviar comentários (Atom)


0 comentários:
Enviar um comentário